Dendrocalamus giganteus

Esta é a maior espécie entre todos os bambus. Seu centro de origem é o Myanmar, onde geralmente ocorre associado à Tectona grandis (teca) em altitudes em torno de 1200m. Apresenta colmos eretos, com entrenós variando de 30 a 55 cm. Pode alcançar o comprimento de até 30 m, diâmetro de 0,3 m e 90 kg quando hidratado. O florescimento é esporádico e há relatos que aconteceria em intervalos de 40 anos. Foi relatado florescimento na Índia durante 1880 a 1888, 1974 e 1981 a 1982 (Seethalakhmi & Kumar, 1998).
É um bambu com grande amplitude de utilidades. Pode ser empregado na produção de papel, brotos, móveis, laminados, construção civil, artesanato e outros usos.



Bambusa tuldoides

Bambu cujas dimensões dos colmos atingem até 12 m de altura e 6 cm de diâmetro. Apresenta colmo com parede grossa em relação ao seu diâmetro e isto lhe confere uma alta resistência mecânica. Esta espécie apresenta uma relativa linearidade nos seus colmos. É bastante empregado no Vietnã na produção de móveis. No Brasil, conhecido em algumas regiões como bambu crioulo, é uma das espécies preferidas como tutor no cultivo de tomate.


Phyllostachys bambusoides

Bambu alastrante com colmos retilíneos e de grande beleza ao ser trabalhado. Esta é uma das espécies preferidas na China para a produção de brotos comestíveis. É um bambu de pouca dispersão no Brasil onde é empregado na movelaria e artesanato. Desenvolve melhor em temperaturas mais amenas apresentando um diâmetro menor dos colmos em regiões de altas temperaturas. Seu florescimento sincrônico e a literatura relata um ciclo aproximado de 120 anos. Filgueiras & Silva (2005) não publicado, observaram florescimento desta espécie, sem formação de frutos, no Município de Nerópolis, Goiás, Brasil.

 


Phyllostachys aurea

Conhecido como cana da Índia, bambu jardim ou vara de pescar é uma espécie pertencente ao grupo dos leptomórficos ou alastrantes. Apesar do nome, este bambu é originário da China. Com porte aproximado de 4 m é a espécie mais utilizada no Brasil para a movelaria e artesanato, provavelmente, devido a sua grande resistência ao caruncho e a facilidade de ser curvado quando submetido ao calor. É um bambu altamente invasivo e por isso o seu cultivo requer cuidados especiais quanto ao seu isolamento.

 


Guadua sp.

Os bambus do gênero Guadua são endêmicos das Américas, se destacam entre os bambus lenhosos de Novo Mundo por sua importância social, econômica e cultural e o seu uso remonta a época précolombiana. Reúne as espécies com maior potencial de desenvolvimento industrial na América, como é o caso do Guadua angustifólia e G. Chacoensis, exploradas sempre dentro de um manejo sustentável com vistas a conservação dos seus bosques nativos.


O gênero Guadua foi estabelecido em 1822 pelo botânico alemão Karl Sigismund Kunth, quem utilizou o vocábulo indígena “guadua” que era empregado pelos indígenas da Colômbia e Equador. Este gênero reúne aproximadamente 30 espécies que se distribuem desde os 23º de latitude Norte em San Luis de Potosí, México, até os 35ºde latitude Sul na Argentina (Londoño, 2004).
Na Colômbia e Equador a palavra guadua é empregada, na linguagem popular, com sentido semelhante à palavra taboca ou taquara no Brasil. Para muitos, tanto guadua naqueles dois países, como taboca ou taquara no Brasil, não são sinônimos de bambu. O termo bambu é reservado, por estas pessoas, para designar as espécies exóticas.




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